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O Anjo e o Amor Eterno

  • marcelschaefer8
  • 22 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

No céu onde as estrelas nunca se apagam.

Onde o tempo é um sussurro que jamais passa.

Vivia um anjo de asas feitas de luz e esperança.

Guardião do infinito, senhor da imensidão.

Por eras incontáveis, ele cantou entre os astros.

Dançou com as constelações, deslizou em cometas.

Mas um vazio silencioso crescia em seu peito .

Um anseio humano, uma sede que não era do céu.

Até que, numa noite vestida de luar prateado.

O anjo viu um olhar que fez sua alma estremecer.

Não era brilho de estrelas, nem fogo celestial.

Era o brilho de um amor que o chamava a renascer.

Mas o preço era alto, abrir mão do eterno.

Deixar para trás as asas, a imortalidade, o infinito.

Trocar o firmamento por um coração mortal.

Por um amor que pulsa, que sofre, que arde.

E assim, o anjo escolheu o caminho do humano.

Desceu do trono onde a eternidade repousa.

Abraçou a dor, o medo, a beleza efêmera.

Porque no amor encontrou a verdadeira razão de existir.

Em cada instante ao lado dela, o tempo se fez doce.

Cada toque era um universo de sensações novas.

E o anjo, que antes temia o fim, descobriu a vida.

Nos olhos dela, a eternidade ganhou outro significado.

Não mais céu, nem estrelas, nem imortalidade vazia.

Mas o calor de um abraço, a verdade de um sorriso.

O amor que escolheu ser humano para poder amar.

Um anjo que abriu mão do céu para ter um coração.

E mesmo sabendo que o tempo um dia os separaria.

Ele sorriu, pois teve o que muitos jamais sonharam:

O amor verdadeiro, intenso, que vale mais que o infinito

Um amor que faz o finito ser eterno.


 
 
 

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