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Entre o Silêncio e o Reencontro

  • marcelschaefer8
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

Nos perdemos não por falta de amor,

mas por excesso de ruído.

Palavras tortas, olhares cansados,

orgulhos erguidos como muros invisíveis.


O mal-entendido virou distância,

a distância virou ausência,

e a ausência… um vazio que gritava

mais alto do que qualquer discussão.


Houve noites em que teu nome

ecoava no meu peito

como uma oração sem resposta.

Eu fingia força,

mas por dentro sangrava saudade.


O silêncio foi cruel,

mas também foi mestre.

Ele me ensinou a ouvir o que eu sentia,

a entender o que não foi dito,

a enxergar meus próprios erros

sem o escudo da defesa.


O tempo passou devagar,

como quem pisa em cacos de vidro.

Cada dia sem você

era um ensaio de desapego

que nunca deu certo.


E então, quando a dor já estava cansada,

quando o coração já tinha aprendido a respirar sozinho,

você voltou.

Não como antes.

Voltamos diferentes,

mais humanos, mais frágeis, mais sinceros.


O reencontro não foi fogos de artifício,

foi abraço longo,

olho no olho,

silêncio confortável.

Foi perdão sem discursos,

foi paz sem explicação.


Hoje entendo:

às vezes é preciso se perder

para se reconhecer no outro de novo.

Às vezes o amor precisa quebrar

para aprender a se reconstruir.


E se ainda estamos aqui,

não é porque fomos perfeitos,

é porque escolhemos ficar,

mesmo depois do caos,

mesmo depois do silêncio,

mesmo depois da dor.


Porque o que é verdadeiro

não morre no tempo,

amadurece.



MSchaefer

 
 
 

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