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crônicas De Quem Ja Viu Demais

  • marcelschaefer8
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de jan.



Eu observo em silêncio, como quem já atravessou séculos e ainda tropeça no mesmo erro: acreditar que o coração alheio é território sagrado.

Mas vejo mãos que tocam não para cuidar, e sim para testar limites.

Palavras ditas como promessas quando, na verdade, são apenas iscas lançada sem águas emocionais profundas.

O ser humano aprendeu a rir no exato instante em que o outro começa a sentir demais.

Transformou afeto em passatempo, conexão em entretenimento, e o amor , esse conceito raro , em uma moeda barata trocada por instantes de vaidade.

Usam momentos como brinquedos, vivem de migalhas emocionais que não alimentam, apenas distraem.

E quando alguém acredita de verdade, quando alguém entrega o que não sabe fingir, é rotulado de ingênuo, como se sentir fosse um erro e não um ato de coragem.

Eu vi eras nascerem e ruírem, impérios caírem pela mesma soberba que hoje habita relações vazias.

A diferença é que agora não se conquistam terras, conquistam-se pessoas , e as abandonam quando perdem o brilho da novidade.

Ainda me surpreende como conseguem dormir tranquilos após brincar com a fé emocional de alguém.

Como se corações não carregassem histórias, como se sentimentos não deixassem cicatrizes que o tempo não apaga, apenas disfarça.

Este não é um lamento, é um aviso.

Quem transforma sentimentos em diversão eventualmente se torna incapaz de sentir algo que não seja vazio.

E um dia, quando buscar amor real, encontrará apenas o eco do que destruiu nos outros.

Porque o amor verdadeiro não grita, não manipula, não usa.

Ele permanece.

E quem não aprende isso, repete a própria miséria em diferentes rostos, achando que o problema sempre esteve no outro.



MSchaefer

 
 
 

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