Companheira Solidão
- marcelschaefer8
- 1 de jan.
- 1 min de leitura
Atualizado: 2 de jan.

Caminho ao lado dela desde cedo, não bate à porta, apenas fica.
Senta-se comigo nos silêncios longos, e ensina, sem palavras , a escutar a vida.
Solidão não grita, não exige, ela aponta.
Mostra o que sobra quando tudo vai, o que permanece quando ninguém fica.
Foi ela quem me ensinou a reconhecer meus próprios passos, a diferença entre estar só e estar vazio.
Com ela aprendi que a ausência também é presença, que o eco do coração é uma forma de verdade.
Solidão me deu olhos novos: fez do tempo um espelho, do pensamento um abrigo, da dor, um idioma que amadurece.
Às vezes pesa, como uma noite sem estrelas.
Outras vezes acolhe, como um colo que não julga.
Viver ao lado dela é aprender a existir sem máscaras, é encarar quem sou quando não preciso ser visto.
E se hoje ainda caminho com Solidão, não é castigo.
É porque ela me ensinou a fazer de mim companhia suficiente.
MSchaefer




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