Cicatrizes Do Amor
- marcelschaefer8
- 22 de jun. de 2025
- 1 min de leitura

Já amei com a alma aberta,
Como quem entrega o coração inteiro.
Mas as flores que eu plantei no peito
Viraram espinhos no canteiro.
Promessas doces, sorrisos vãos,
Mentiras ditas entre abraços.
Aprendi que nem todo toque é cura,
E que alguns beijos viram laços.
Fui ficando cético e cansado,
Como quem esquece como é sonhar.
Fechei janelas, tranquei caminhos,
Com medo até de me encontrar.
O amor, que um dia foi abrigo,
Virou tormenta, silêncio, frio.
E cada vez que tentei de novo,
Afundei mais no próprio vazio.
Mas mesmo entre ruínas e prantos,
Há algo que insiste em florescer:
Um sopro leve, uma esperança teimosa,
Que me faz, devagar, renascer.
Talvez o amor verdadeiro exista
Mas não é grito, é construção.
Não vem pra preencher vazios,
Vem pra somar em comunhão.
E se um dia eu cruzar esse olhar,
Que acenda em mim nova luz,
Quero estar pronto pra sentir de novo,
Mesmo após tanta cruz.




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